domingo, 23 de maio de 2010




Eu consegui. Esse vai ser o último texto sobre você, porque você não me importa mais. E é sobre isso que eu vou escrever. Assim como você um dia foi a causa de um primeiro texto, nada mais justo que ter um fechamento.
Sempre se pode tirar uma lição das coisas que acontecem com a gente. Desta vez, eu aprendi que nada nem ninguém é como a gente pensa que é, que você não pode confiar em todas as pessoas que dizem ser suas amigas.
Apesar de tudo, não fico triste. Aliás, você já não me causa tristeza de forma alguma, nem felicidade. É só mais um, outra vez. Mais um garoto que eu gostei muito, que eu me decepcionei, que eu vi quem era na realidade e que passou.
É assim que as coisas são e assim que elas têm que ser.
O mais intrigante é que, da mesma forma que há poucas semanas você me causava eforia, me fazia imaginar, sonhar, ficar alegre ou triste, hoje não sinto raiva, nem tristeza ou mágoa. Não sinto nada. Absolutamente nada.
Eu não sei até que ponto isto é bom ou ruim, mas por hora, sei que é o máximo que sinto.
Chega de querer ouvir certas músicas pra sentir você por perto e de evitar estas mesmas pra não lembrar de você.
Neste exato momento só uma música me lembra você, apenas por duas ou três frases e é esta que vou por hoje neste texto.


"But there's a thousand lines about the way you smile written in my mind, but every single word's a lie. (...) I'm looking at you from another point of view. I don't know how the hell I fell in love with you."



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